sexta-feira, setembro 19

pretérito imperfeito

Sabe quando olha de baixo da cama e vê aquela velha bola furada? aquela mesma que você jogava na rua, aquela mesma rua que você sempre ralava o joelho, o joelho que sempre te aguentou a vida inteira sem nunca dizer um "A", o mesmo "A" de amor que eu senti a todo momento quando te via, e qndo te via minha boca emudecia, a mesma boca que recitava poesias ao ar pensando no teu jeito, o mesmo ar que me fez sobreviver pra viver tempo suficiente pra ver você passar na minha frente, "segue em frente" foi o que você disse qndo falei "vou te amar eternamente".

sábado, setembro 13

papo de surdo e mudo

não tenho respeito só pelas palavras que tua boca exala, ou do som que acalmaria o semblante do meu rosto.
Gosto da resposta que teu corpo emana pras perguntas das loucuras que eu não ouvira durante a vida e tu me diz com as mãos pra ter calma que "se tu tivesse ouvidos pra ouvir eu sei que tiraria".
Mesmo eu não sabendo que som tem a minha voz, eu ouço com meus olhos o movimento, daí você me responde calado que o som da verdade se traz no vento com simple assobio de silêncio, por que os que falam muito ouvem pouco e os que falam pouco não fazem nada.


"o surdo e o mudo só se entendem quando acendem o baseado"
Falcão - O Rappa